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Seminário promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade abordou os desafios e perspectivas para o mercado de carbono no solo

Seminário promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade abordou os desafios e perspectivas para o mercado de carbono no solo
Seminário promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade abordou os desafios e perspectivas para o mercado de carbono no solo

Em parceria com a Embrapa, evento teve como objetivo estimular o diálogo e a busca por soluções na temática
 

Na última sexta-feira (17/11), a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos), promoveu o seminário técnico “Contribuições Científicas ao Mercado de Carbono no Solo no Estado do Rio de Janeiro”, no auditório dos órgãos ambientais estaduais, no Centro do Rio. O evento debateu sobre o estoque de carbono no solo fluminense e a sua relação com as florestas, a produção agropecuária e a segurança alimentar.

“O manejo dos solos tem relação direta com o sequestro de carbono, o que o torna central na mitigação das mudanças do clima. Por isso, é essencial que estejamos apoiando e promovendo seminários como esse, que constroem pontes entre instituições de referências em prol da resolução de assuntos tão urgentes como a questão climática”, celebrou o vice-governador e secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha.

Em setembro, a Seas e a Embrapa assinaram um acordo de cooperação técnica para execução de atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento relacionadas ao mercado de crédito de carbono. O objetivo é desenvolver uma série de ferramentas para fomentar modelos de negócio preliminares voltados ao assunto.

“Temos que agir para descarbonizar a nossa sociedade, nossa economia e nossa agricultura e o solo tem um papel de fonte e de sumidouro de carbono. No Brasil temos uma lacuna de conhecimento nesse panorama, e a partir dessa parceria da Seas com a Embrapa conseguiremos preencher essa lacuna”, explicou a subsecretária de Mudanças Climáticas e Conservação da Biodiversidade, Marie Ikemoto.

A iniciativa também discutiu políticas públicas e projetos que fomentem mudanças de uso da terra e a compensação financeira por boas práticas agropecuárias existentes no estado. Em um segundo momento, os presentes se reuniram para debater sobre o estado atual dos estoques de carbono do solo no estado e possibilidades de incremento futuro, à luz de diferentes cenários de fomento e mercado.

“Sempre quando falamos em mercado de carbono pensamos em florestas, mas há muitas outras possibilidades nesse sentido e a questão do carbono no solo é uma delas. Nós temos discutido esse assunto desde a COP26, em Glasgow, e desde então temos refletido sobre como podemos trabalhar esse potencial do mercado de solo no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o superintendente de Mudanças do Clima e Florestas da Seas, Telmo Borges.

O evento reuniu estudantes, acadêmicos, pesquisadores, servidores públicos do estado e municípios e organizações envolvidas com a temática para construir um espaço de troca de informações.

“Encaro esse seminário como um passo bem dado pois, além de termos instituições muito fortes envolvidas, estamos em um momento único de grande discussão sobre a questão do carbono. Juntos seremos capazes de desenvolvermos soluções viáveis para tudo o que vem acontecendo na agenda ambiental”, pontuou o pesquisador da Embrapa Fabiano Balieiro.